quinta-feira, 26 de abril de 2012

The 60th puzzle piece

I don't know what I can do
Although I’ve tried to make it through
But you seem to have forgotten me
I just wish I could make you see
That you were the only one
But again, you left me all alone
I shouldn’t have let you go

Ref.:
Now it’s too late
You left and broke me in 60th pieces
Now I just hate
Myself for making the mistakes I made
I’ve tried to put the pieces together
I’ve tried to go on
But you’re the only thing that matters
Without you, I’m incomplete
‘Cause you’re my 60th puzzle piece

You always made me think I could
Do anything I thought I should
But you lied to me when you said
That I was everything you had
We’re so different from each other
And that’s why we couldn’t stay together
Oh, but I shouldn’t have let you go

Ref.

I’ll always remember
The way you looked at me
The way you smiled
The way you made me feel
The way you were
But now these are only memories
And memories always stay
Even if you won’t
I’ll always miss your love
You’re my missing 60th puzzle piece

Ref. 


You’re my missing 60th puzzle piece

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amizade

Irrita-me a definição que algumas pessoas dão hoje em dia de um bom amigo. Simplesmente não faz sentido. A maior parte das pessoas chama a alguém de amigo quando na verdade é uma pessoa em quem não pode confiar. É muito difícil encontrar um bom amigo nos dias que correm, mas é preciso identificá-los. Porque, como Voltaire disse, "Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo".
Um verdadeiro amigo é aquele com quem te divertes, sim. Com quem te divertes sem ter de te esforçar. Mas, a cima de tudo, é aquele que te ajuda quando mais precisas. Aquele a quem recorres durante os teus piores momentos, porque sabes que não te vai julgar. E que sabes que te aceita assim como és. Se alguém te pede para mudares, o que é que isso pode querer dizer? Que tem vergonha de estar com alguém como tu? Acredita, se esse alguém gostasse mesmo de ti, aceitaria-te tal como és.
Se achares que a tua amizade é real com alguém, faz-te esta pergunta "Seria capaz de lhe mentir e viver bem com essa mentira?". Se a resposta para esta pergunta for que sim, não é uma verdadeira amizade. Porque a maior qualidade numa amizade, é a confiança. E para não haver confiança, têm de haver razões para isso.
Eu tenho um amigo a quem eu conto tudo. Mas mesmo que não contasse, eu sei que ele é-me muito importante. A ele eu posso chamar um bom amigo. Um amigo que está lá sempre quando eu preciso e muitas vezes quando não preciso. Se eu faço alguma coisa que ele não aprove, sabendo que é o que eu quero, ele aceita e, nalgumas das ocasiões, apoia-me. Numa discussão, ele fica do meu lado e protege-me. E quando temos nós próprios uma discussão, ele tenta sempre e faz tudo para a resolver. Apesar de todas as diferenças, entendemo-nos às mil maravilhas. E, o mais importante, eu sei que ele nunca diria mal de mim nas costas ou qualquer coisa do género como muitos dos "amigos" das pessoas, assim como ele sabe que pode confiar plenamente em mim.
Por isto é que as amizades das crianças são tão puras e inocentes. Uma criança não tem noção o que significa a palavra "traição" e por isso também não a põe em prática.
Isto tudo lembra-me a gratidão imensa que eu sinto e também uma vontade enorme de retribuir. O que normalmente me acontece é que ao tentar ver o quão autêntica uma pessoa é, é que vejo que nunca vou confiar plenamente nessa pessoa, mesmo que tente. Porque amigos falsos é uma coisa que há em demasia no mundo, infelizmente. Mas quando se encontra um amigo como do qual eu falei aqui, é a maior preciosidade que se pode ter na vida. É alguém que te põe feliz sem sequer tentar. É alguém que te põe a sorrir cada vez que pensas nela. É alguém especial.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Histórias

Qual é teu objetivo? Primeiro vais-te embora sem deixar rasto e, este tempo depois, quando finalmente te consegui pôr fora da minha vida, voltas a tentar infiltrar-te nos meus pensamentos! Eu estava bem sem ti. Para que é que tinhas de voltar? Para quê?
Sempre que eu tentei fazer com que voltasses, tu fugias e não me deixaste que te agarrasse. Fizeste tudo para saíres da minha vida! Tudo. Mentiste-me, magoaste-me, fizeste pouco de mim, brincaste com os meus sentimentos! O que é que podias ter feito mais? Nada. Não há mais nada que pudesses ter feito para eu ficar como eu fiquei.
E agora? O que é que estás a tentar fazer? Depois de todo o teu esforço para que não falasse contigo, depois de todo o desprezo que me deste, porque raio é que voltaste? Juro que não percebo.
Depois de tanto tempo, eu já não deveria sentir rancor. Mas sinto. Temos demasiadas memórias impossíveis de esquecer. Digo e penso que te perdoei, mas quando te vejo, só consigo pensar no mal que fizeste e muito raramente no bom. Porque ao pensar no bom, sinto um desejo inconcebível de voltar ao passado para te dizer quantas saudades eu tenho de ti. Assim, pensando apenas no mal que me fizeste, pelo menos não sinto saudade.
Ao voltares a falar comigo, trouxe-me de volta ao passado. Lembrou-me toda a dor e toda a felicidade pela qual me fizeste passar. Uma aparentemente simples conversa despertou a rapariga que eu era antes quando éramos como éramos. E isso mata-me. Porque depois deste tempo todo, já seria de esperar que eu me estivesse a lixar para ti. Mas tu és a minha história, o meu passado.
Tu criaste a tua história com outras pessoas, mas para mim, TU és o meu passado. Não houve mais ninguém tão importante para mim na minha vida toda como tu. Nem de perto. Tu foste a pessoa que teve mais impacto na minha vida até hoje e sê-lo-ás durante muito mais tempo.
Mas tu mudaste tanto, que eu já nem sei se te conheço. Pareces o mesmo quando falas comigo, quando estás comigo. Mas olhando para ti como uma pessoa de fora, pareces outra pessoa. Alguém que eu nunca conheci. Agora o meu problema é que eu não sei qual dessas pessoas é que tu realmente és.
Só espero que isto seja passageiro. Porque da última vez que isto aconteceu, não correu bem.