sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Amar é ou não sofrer ?


O amor sempre foi e provavelmente sempre será algo inexplicável. Porque é que alguém se apaixona? Porque é que não se pode controlar o amor? Às vezes o amor aparece sem anterior aviso e não se o pode evitar. Mas supostamente o amor é algo de bom, algo que faça uma pessoa sentir-se bem. Mesmo assim continuam a dizer que amar é sofrer.
Quando o amor é correspondido, é o melhor sentimento que se pode ter, mas o facto de muitas vezes não ser mútuo, faz com que às vezes seja um sentimento de sofrimento. O sentimento de quando duas pessoas se amam reciprocamente, ambos sentem que têm alguém em quem confiar, com quem podem contar nos momentos mais difíceis assim como nos mais fáceis. Acontecendo o contrário, uma pessoa fica sempre a imaginar como seria se o amado a amasse de volta, mesmo sabendo não ser possível. Sempre haverá aquela fantasia do “se”. Se o outro não estivesse já comprometido… Se não vivesse demasiado longe… Se fosse possível amar de volta… Se, se, se… Uma pessoa acaba por ficar triste de tanto imaginar.
Há também o problema da coragem que é preciso para se declarar quando não se faz ideia dos sentimentos da outra pessoa. Não só pelo medo de se ser rejeitado, mas também pelo medo da reação da outra pessoa. Imaginemos que são dois amigos muito próximos. É possível que o facto de um se apaixonar pelo outro faça com que a amizade deixe de ser tão forte e podem acabar por se afastar. Para isso mais vale não dizer nada até que se saiba o que o outro sente. Se bem que se ambos pensarem assim, nunca ninguém saberá e acabarão por continuar na mesma posição como amigos, apesar de se poder ter tornado mais do que uma amizade. Pois quem não arrisca não petisca. Mas isso é uma questão de opção da pessoa. Se essa pessoa estiver disposta a arriscar uma amizade declarando-se, deveria avançar com a sua decisão, mas também teria de estar disposta a sofrer se o amor não for correspondido.
Muitas vezes, quando se ama alguém e essa pessoa nos desilude, é como se o nosso coração ficasse despedaçado. Ou quando se ama alguém e essa pessoa nos abandona, ficamos nós próprios destroçados. Aí sim, não há nada de bom em amar tanto, porque vai sempre haver uma altura que se deseje não amar alguém assim tanto, para não se magoar quando nos deixam, seja da maneira que for. Mesmo que seja amor de família, vai haver sempre pelo menos um momento que uma pessoa vai sofrer por amar. Por exemplo quando alguma pessoa morre, os sentimentos duma pessoa são completamente diferentes se o falecido for um colega de trabalho, ou um irmão. Sofre-se muito mais com a morte de alguém que se ame do que alguém que simplesmente se conheça.
Então mas afinal é amar sofrer ou não? O meu ponto de vista é este: Amar é sempre sofrer. Umas vezes mais que outras, mas haverá sempre sofrimento agarrado ao amor. Porém, normalmente o amor também trás felicidade e quando bem-sucedido pode-se dizer que é o melhor sentimento de todos os sentimentos existentes, mas não há bela sem senão.

Olhando para o céu

Todas as noites, antes de me ir deitar, olho para o céu. Eu gosto de ficar a olhar para as nuvens moverem-se na escuridão da noite. E quando dá para ver a lua, é tudo ainda mais bonito.
Fico a olhar para o céu e a pensar. Será que neste momento estás também a olhar para o céu ? Naquela tua varanda, onde já estivemos juntos. A varanda de madeira com plantas trepadeiras nas grades e tochas a arder, iluminando o teu rosto. Lá, quando não há nuvens, também dá para ver as estrelas. Também já te deitaste no chão da varanda à noite a olhar para as estrelas ? Como eu fiz quando lá estive sozinha... Quando fiz isso já estava a começar a olhar para ti de outra forma. Comecei a pensar mais em ti, sempre que olho para o céu. E tu ? Fazes o mesmo ? Para ser sincera, duvido muito... Eu não sou tão importante para ti como tu és para mim, para tu sequer pensares em mim. Mas eu gostava que sim. Gostava tanto...
Imagino-nos perfeitamente juntos na tua varanda, encostados um ao outro, como costumávamos fazer antes. E estaríamos os dois. Só os dois. E saberíamos o que o outro estaria a pensar. Sem mistério, sem mágoa. Nós dois a olhar para o céu e a comentar quão perfeito estaria a ser o momento. mas será este um desejo meu possível de se realizar ? depende tudo de ti, e é por isso que não tenho muita esperança. Era só tu quereres e tinhas-me. Mas quem quereria ?
Da próxima vez que olhares para o céu, por favor, faz-me um favor. Lembra-te só do meu nome. Apenas o nome. Chega perfeitamente.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

The 60th puzzle piece

I don't know what I can do
Although I’ve tried to make it through
But you seem to have forgotten me
I just wish I could make you see
That you were the only one
But again, you left me all alone
I shouldn’t have let you go

Ref.:
Now it’s too late
You left and broke me in 60th pieces
Now I just hate
Myself for making the mistakes I made
I’ve tried to put the pieces together
I’ve tried to go on
But you’re the only thing that matters
Without you, I’m incomplete
‘Cause you’re my 60th puzzle piece

You always made me think I could
Do anything I thought I should
But you lied to me when you said
That I was everything you had
We’re so different from each other
And that’s why we couldn’t stay together
Oh, but I shouldn’t have let you go

Ref.

I’ll always remember
The way you looked at me
The way you smiled
The way you made me feel
The way you were
But now these are only memories
And memories always stay
Even if you won’t
I’ll always miss your love
You’re my missing 60th puzzle piece

Ref. 


You’re my missing 60th puzzle piece

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Amizade

Irrita-me a definição que algumas pessoas dão hoje em dia de um bom amigo. Simplesmente não faz sentido. A maior parte das pessoas chama a alguém de amigo quando na verdade é uma pessoa em quem não pode confiar. É muito difícil encontrar um bom amigo nos dias que correm, mas é preciso identificá-los. Porque, como Voltaire disse, "Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo".
Um verdadeiro amigo é aquele com quem te divertes, sim. Com quem te divertes sem ter de te esforçar. Mas, a cima de tudo, é aquele que te ajuda quando mais precisas. Aquele a quem recorres durante os teus piores momentos, porque sabes que não te vai julgar. E que sabes que te aceita assim como és. Se alguém te pede para mudares, o que é que isso pode querer dizer? Que tem vergonha de estar com alguém como tu? Acredita, se esse alguém gostasse mesmo de ti, aceitaria-te tal como és.
Se achares que a tua amizade é real com alguém, faz-te esta pergunta "Seria capaz de lhe mentir e viver bem com essa mentira?". Se a resposta para esta pergunta for que sim, não é uma verdadeira amizade. Porque a maior qualidade numa amizade, é a confiança. E para não haver confiança, têm de haver razões para isso.
Eu tenho um amigo a quem eu conto tudo. Mas mesmo que não contasse, eu sei que ele é-me muito importante. A ele eu posso chamar um bom amigo. Um amigo que está lá sempre quando eu preciso e muitas vezes quando não preciso. Se eu faço alguma coisa que ele não aprove, sabendo que é o que eu quero, ele aceita e, nalgumas das ocasiões, apoia-me. Numa discussão, ele fica do meu lado e protege-me. E quando temos nós próprios uma discussão, ele tenta sempre e faz tudo para a resolver. Apesar de todas as diferenças, entendemo-nos às mil maravilhas. E, o mais importante, eu sei que ele nunca diria mal de mim nas costas ou qualquer coisa do género como muitos dos "amigos" das pessoas, assim como ele sabe que pode confiar plenamente em mim.
Por isto é que as amizades das crianças são tão puras e inocentes. Uma criança não tem noção o que significa a palavra "traição" e por isso também não a põe em prática.
Isto tudo lembra-me a gratidão imensa que eu sinto e também uma vontade enorme de retribuir. O que normalmente me acontece é que ao tentar ver o quão autêntica uma pessoa é, é que vejo que nunca vou confiar plenamente nessa pessoa, mesmo que tente. Porque amigos falsos é uma coisa que há em demasia no mundo, infelizmente. Mas quando se encontra um amigo como do qual eu falei aqui, é a maior preciosidade que se pode ter na vida. É alguém que te põe feliz sem sequer tentar. É alguém que te põe a sorrir cada vez que pensas nela. É alguém especial.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Histórias

Qual é teu objetivo? Primeiro vais-te embora sem deixar rasto e, este tempo depois, quando finalmente te consegui pôr fora da minha vida, voltas a tentar infiltrar-te nos meus pensamentos! Eu estava bem sem ti. Para que é que tinhas de voltar? Para quê?
Sempre que eu tentei fazer com que voltasses, tu fugias e não me deixaste que te agarrasse. Fizeste tudo para saíres da minha vida! Tudo. Mentiste-me, magoaste-me, fizeste pouco de mim, brincaste com os meus sentimentos! O que é que podias ter feito mais? Nada. Não há mais nada que pudesses ter feito para eu ficar como eu fiquei.
E agora? O que é que estás a tentar fazer? Depois de todo o teu esforço para que não falasse contigo, depois de todo o desprezo que me deste, porque raio é que voltaste? Juro que não percebo.
Depois de tanto tempo, eu já não deveria sentir rancor. Mas sinto. Temos demasiadas memórias impossíveis de esquecer. Digo e penso que te perdoei, mas quando te vejo, só consigo pensar no mal que fizeste e muito raramente no bom. Porque ao pensar no bom, sinto um desejo inconcebível de voltar ao passado para te dizer quantas saudades eu tenho de ti. Assim, pensando apenas no mal que me fizeste, pelo menos não sinto saudade.
Ao voltares a falar comigo, trouxe-me de volta ao passado. Lembrou-me toda a dor e toda a felicidade pela qual me fizeste passar. Uma aparentemente simples conversa despertou a rapariga que eu era antes quando éramos como éramos. E isso mata-me. Porque depois deste tempo todo, já seria de esperar que eu me estivesse a lixar para ti. Mas tu és a minha história, o meu passado.
Tu criaste a tua história com outras pessoas, mas para mim, TU és o meu passado. Não houve mais ninguém tão importante para mim na minha vida toda como tu. Nem de perto. Tu foste a pessoa que teve mais impacto na minha vida até hoje e sê-lo-ás durante muito mais tempo.
Mas tu mudaste tanto, que eu já nem sei se te conheço. Pareces o mesmo quando falas comigo, quando estás comigo. Mas olhando para ti como uma pessoa de fora, pareces outra pessoa. Alguém que eu nunca conheci. Agora o meu problema é que eu não sei qual dessas pessoas é que tu realmente és.
Só espero que isto seja passageiro. Porque da última vez que isto aconteceu, não correu bem.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tempo

Cada segundo é único. A cada segundo que passa, qualquer coisa muda. Nunca mais na história haverá um cenário igual ao que está a acontecer agora. Ou agora. Ou agora. Está tudo sempre a mudar. O tempo não pára. Nunca. Está tudo a mudar constantemente. A cada segundo que passa, NÓS mudamos.
Todos mudamos com o tempo. Se olharem para traz e olharem para a pessoa que eram antes, podem ter saudades dessa pessoa ou vergonha da mesma. Eu… Eu tenho vergonha. Cada vez que relembro a pessoa que era antes, sinto isso mesmo. Vergonha. O muito constrangedor de isto tudo é que é essa pessoa que ele conhece. Mas ainda pior é que por mais que tente não lhe consigo mostrar e dar a conhecer as minhas mudanças. Ele não deixa. Está demasiado agarrado às memórias.
Gostava de poder voltar atrás no tempo. Fazer com que não nos tivéssemos conhecido para apenas nos conhecermos agora. Agora que estou tão diferente. Talvez não o suficiente bem para lhe agradar, mas um pouco mais próxima desse meu objetivo. Agrdar-lhe a ele e a mim própria.
Antes, algumas pessoas conheciam-me. Umas gostavam de como eu era, outras não. Agora, passado tanto tempo, já não sabem se eu sou a mesma pessoa. Faço coisas que antes nunca ninguém me imaginaria a fazer. Porquê? Porque mudei. Por causa dele, mudei. Ele é a causa da minha mudança. Mesmo que muitas das coisas que eu faço não sejam exatamente coisas que ele aprove, faço-o para me tentar encontrar a mim própria para depois lhe tentar mais uma vez mostrar que já não sou como era. Se ele ao menos me deixasse… Tento constantemente falar-lhe e dar-me com ele como alguém com quem ele eventualmente se desse melhor, mas ele continua a achar que sabe quem e como eu sou. Mas não sabe. Esse é o problema. Ele não quer reparar nas minhas mudanças. Não percebo bem porquê, se é que há alguma razão.
Sim, eu deixei de falar com ele durante muito tempo exatamente porque, como disse antes, tinha vergonha da pessoa que ele conheceu. Preferi sair da sua vida para que ele esquecesse que eu existia. A vergonha era tanta, que eu preferi perder um dos meus garndes amigos. Pelo menos era o que eu pensava que ele era para mim.
Mas depois houve mesmo uma altura, em que estivémos bem. Nada de preconceitos, nada de desconfianças. Simplesmente amigos que já não se falavam há bastante tempo a pôr a conversa em dia. Mas como disse, o tempo muda tudo e há sempre alguém ou alguma coisa que estraga tudo. Esta descontração entre nós os dois não durou muito tempo. Mas desta vez fui eu ou foi ele que mudou? É difícil de dizer. Acho que ambos mudámos um pouco.
Odeio quando as coisas mudam para pior. Sinto que talvez devesse ter feito algo para tudo se manter como estava. Mas é impossível. Eu não controlo nada. Ninguém o faz! O tempo muda tudo e todos. Assim como as flores não podem estar sempre floridas, as pessoas não podem estar sempre bem umas com as outras. Mas as flores voltam a florir mais tarde. Será que nós também podemos voltar a ‘florir’? Será que há alguma maneira de ficarmos bem de vez? Se houver, espero que quando chege essa altura, eu aproveite cada momento, porque tudo pode mudar a qualquer segundo. Mesmo que seja pela mínima razão.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Imagens

Imaginação. Costumo recorrer muito a ela. Principalmente quando estou triste. Principalmente quando penso em ti.
Crio imagens de coisas que não posso ter. Faço caminhos diferentes só mesmo para te conseguir ver. Faço os teus caminhos, passo por onde passas, fico onde ficas. Assim consigo visualizar-te na minha mente. Tira um pouco da saudade que por ti sinto, mas aumenta o desespero por não te ter. 
Consigo ficar assim durante horas. Sozinha, completamente na lua sem me aperceber de nada que se esteja a passar à minha volta, por estar demasiado concentrada em ti. Quando estou neste estado, quase nada me consegue despertar. Somente algo muito forte como a chegada repentina e barulhenta do metro. Mas nunca paro completamente de pensar em ti. Mesmo que tente, há sempre uma parte do meu cérebro que faz com que ligue qualquer pensamento a ti. 
O meu desejo de te ter é tanto que todas as imagens que eu crio, quase que parecem reais. Quero que sejam reais. Quero que estejas ao meu lado para onde quer que eu vá. E quando estamos juntos, apenas um beijinho para te cumprimentar, é o suficiente para iluminar o meu dia. Tudo o que acontece quando estamos juntos é relevante. Quando estás comigo tenho uma vontade louca de te abraçar e nunca mais te voltar a largar. Mas não posso. Isto é apenas possível na minha imaginação. 
A qualquer momento, se me pedissem para imprimir os meus pensamentos, sairia uma imagem tua. Talvez não estivesses sozinho, mas estarias lá. Sempre.