Imaginação. Costumo recorrer muito a ela. Principalmente quando estou triste. Principalmente quando penso em ti.
Crio imagens de coisas que não posso ter. Faço caminhos diferentes só mesmo para te conseguir ver. Faço os teus caminhos, passo por onde passas, fico onde ficas. Assim consigo visualizar-te na minha mente. Tira um pouco da saudade que por ti sinto, mas aumenta o desespero por não te ter.
Consigo ficar assim durante horas. Sozinha, completamente na lua sem me aperceber de nada que se esteja a passar à minha volta, por estar demasiado concentrada em ti. Quando estou neste estado, quase nada me consegue despertar. Somente algo muito forte como a chegada repentina e barulhenta do metro. Mas nunca paro completamente de pensar em ti. Mesmo que tente, há sempre uma parte do meu cérebro que faz com que ligue qualquer pensamento a ti.
O meu desejo de te ter é tanto que todas as imagens que eu crio, quase que parecem reais. Quero que sejam reais. Quero que estejas ao meu lado para onde quer que eu vá. E quando estamos juntos, apenas um beijinho para te cumprimentar, é o suficiente para iluminar o meu dia. Tudo o que acontece quando estamos juntos é relevante. Quando estás comigo tenho uma vontade louca de te abraçar e nunca mais te voltar a largar. Mas não posso. Isto é apenas possível na minha imaginação.
A qualquer momento, se me pedissem para imprimir os meus pensamentos, sairia uma imagem tua. Talvez não estivesses sozinho, mas estarias lá. Sempre.

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