segunda-feira, 19 de março de 2012

A Maior Estrela

Na rua. À noite. Olho para as estrelas e reparo na maior de todas. Não sei como se chama, mas que é que interessa? Basta olhar para a reconhecer: GRANDE, brilhante, no meio do céu. Pergunto-me se também a estarás a ver? Uma estrela. Simples, mas com grande importância. De longe parece pequena, de perto é enorme.
É incrível como uma coisa tão distante da terra nos lembra uma só coisa no mundo. E essa coisa que me lembro quando olho para o pontinho cintilante no céu escuro e vazio da noite, és tu. O que uma estrela tem a ver com amor, não me perguntem. Só sei que és como se fosses a luz no fundo do corredor: uma esperança de sair da escuridão. Mas eu sei que essa luz esta muito distante e que e impossível de alcançar. Mesmo assim continuo a tentar encontrar o meu caminho. Sem direção, sem luz. Serias o meu objetivo se não soubesse que és inalcançavel. Mas como sei que o és, não vale a pena continuar a tentar.
O amor em si é a esperança de que o amado ame de volta. Sabendo que tal não acontecerá, perdi a esperança, desisti de tentar. Então porque é que te continuo a amar?
 Sou como uma outra estrela: diferente aos teus olhos, de como realmente sou. E há tantas estrelinhas à volta daquela com que te identifico. São apenas outras luzes na minha vida. Mais pequenas. Quase insignificantes, comparadas com a maior. Mas a tua é a mais brilhante. Com um ar acolhedor ela me atrai. Atrai-me. Dá-me esperanças. Falsas, mas esperanças. Não quero cair, não me quero magoar. Se o que tenho de fazer para que isso não aconteça é esquecer-te, que seja. É s isso que peço, mais nada. Esquecer-te.
Assim como é um planeta com vida para uma estrela, sou eu para ti. O planeta depende da estrela para ter vida, assim como a minha vida depende de ti. Amo-te com toda a minha alma sob todas as estrelas, todo o universo.

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